← voltar à página anterior

Testemunho de uma esposa de pastor

 

esposadepastor

Sou gaúcha, nasci no interior do RS, numa cidade de pouco mais de 4 mil habitantes, descendente de italiana; morei no campo até os 16 anos. Saí de casa com minha irmã, quando esta saiu pra fazer faculdade em uma cidade maior.

Na minha adolescência passei por inúmeros problemas e conflitos interiores; aos 11 anos de idade eu já passei por uma depressão; fiquei por cerca de 1 ano me alimentando só de líquidos, tudo para mim tinha que ser batido no liquidificador, pois sentia a minha garganta trancar e tinha uma sensação que ia morrer; fiz exames, meus pais me levaram a diversos lugares, mas não tinha nenhum problema físico que impedisse a passagem do alimento, meu problema era espiritual. Quando melhorei disso, descobri que tinha um problema de coluna, uma escoliose torácica e lombar. Fiz fisioterapia por dois anos, duas vezes na semana, mas ao final destes dois anos, o problema se agravou muito ao ponto do médico sugerir uma cirurgia na coluna. Isso eu já tinha 16 anos. Meus pais buscaram uma segunda opinião e aí entrei com um novo tratamento; fisioterapia duas vezes na semana e uso de colete ortopédico, por cerca de dois anos. Eu só tirava o colete para tomar banho. Era horrível, ele se estendia do pescoço até o quadril, às vezes formavam feridas no quadril, pelo colete ser de material duro. Sem falar em como eu me sentia, diferente de todo mundo, uma adolescente que chamava a atenção por onde ia, na escola era motivo de piada. Eu me sentia péssima, insegura, com a auto estima lá em baixo. Além disso, comecei a viver meus primeiros problemas sentimentais; gostava de quem não me amava, enfim, achava que nunca ia encontrar alguém que eu amasse e que me amasse também. Vivia momentos depressivos, onde chorava sozinha no meu quarto, pensando em morrer. Quando estava nas festas com amigos, bebendo, eu me sentia feliz, mas quando chegava em casa batia um vazio no meu coração.

Em Fevereiro de 2002, eu e minha irmã nos mudamos para Erechim, pois passei no vestibular para enfermagem. Foi nesse mesmo mês, que entrei na Igreja Universal pela primeira vez, uma tarde quando estava no centro passei em frente a IURD e resolvi entrar. Um obreiro me atendeu e eu retornei para participar da reunião na outra quarta-feira. Lembro que nesse dia o pastor chamou o povo na frente do altar para buscar a presença de Deus, e eu chorei toda a busca. A partir daí me lancei mesmo. Passei a frequentar mais e mais, a evangelizar, e Deus foi curando minhas feridas, foi preenchendo o meu coração com a presença dele, então fui batizada no Espírito Santo em Junho. Logo tive o desejo de ser obreira, para poder ajudar as pessoas assim como eu fui ajudada. No dia 04 de setembro do mesmo ano, eu fui levantada obreira. Até então ainda não tinha o desejo de servir no altar, pois fazia faculdade e tinha projetos pessoais para mim.

Quase um ano depois de estar como obreira, eu passei a me dar mais e mais na obra, e os meus projetos pessoais já não existiam, tudo o que eu queria era servir a Deus, fazer a obra Dele, dedicar minha vida a servir. Passou mais ou menos um ano, e em Setembro de 2004, conheci o Emídio, hoje meu marido. Ele era já era pastor e foi algo tão abençoado que em Junho de 2006 casamos, depois de um ano de namoro.

Eu apresentei meu trabalho de conclusão de curso na semana que casei. Deixei tudo, para me dedicar 100% na obra de Deus, mudando de cidade de tempos em tempos, com o objetivo de servir, de ajudar as pessoas que chegam até nós.

Neste ano de 2011 vamos completar cinco anos de casados, um casamento feliz e abençoado. Vivemos para servir, vivemos na dependência de Deus. E o que me deixa mais feliz é poder ajudar as pessoas, é ver vidas sendo restauradas, pessoas tendo um encontro com Deus. É saber que de alguma forma somos usados para levá-las a Deus.

Eliza Baldissera de Matos

Fonte: http://taniarubim.com

by Heronildes Júnior, Richelly Italo